Meu gosto

Dos meus gostos e maus gostos existe você. Que é meu oposto. Ou meu eu masculino. Tenho tanto para te falar que não sei se as linhas deste texto seriam capazes de explicar a perplexidade e complexidade  dos meus sentimentos e minhas intenções. São tantos casos, tantos descasos que ás vezes me pego á pensar e nem eu mesmo entendo. Sei que aprendi mais que ensinei mesmo nesta tua alta intitulada “ignorância”, que faz gosto em se tachar um ser ignorante. Meu caro tu não és. Não existe ignorância plena, somos bons em alguns assuntos, leigos em outros e péssimo no geral. Mas aprendi contigo que se intitular ignorante é um passo para sabedoria e humildade. Nada sabemos,  perto de tudo que existe. Nossas trocas são loucas e maravilhosas. O riso que tira da minha boca fechada, os questionamentos que faz questão em embutir na minha cabeça, martela. Como prego enferrujado e torto, martela, molda até que entra. Essa nossa mania em sermos iguais em nossos plurais, tim por tim tim. Nada escapa. Se sou importante para ti? Bem... eu não sei. Mas foste e é importante o suficiente para gerar meu respeito e admiração. Palavras....palavras. Palavras, vocábulos se jogam e se formam  em um emaranhado de gestos e abraços. Isso não é amor,  é cumplicidade. Defende-me, que eu te defendo. Diz-me tua, mas sabe que sou minha. Digo-te meu, mas é egoísta (somos). E me perco várias vezes dentro de mim tentando te encontrar. Acho-te, te chamo e tu vens.  E assim nos misturamos nesta loucura que intitulo de “nós”.  O que somos? Somos nós! E  é isso que importa e interessa no nosso mundo e paralelo particular!

Tássia Vitória Machado 

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