Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2013

Paixão devastadora

Minha mão e meu cérebro parecem amantes. Um é cúmplice do outro. E deixem meu coração no vácuo. Oh! Coração eu te sinto. Eu sei como dói as palavras que o cérebro manda para as mãos que escrevem... escrevem...escrevem. Não ligue coração, quando a dívida de tudo isso vier eles, tão amiguinhos, tão unidos irão pagar. Se congele, não vire uma vertigem de batimentos descompassados. Vire pedra, pedra sabão, pedra cascalho, uma pedra bem dura e escura. Não se una, nem se subestime para esse cérebro horrendo e mesquinho. Se ele morrer, bata. Mas saiba que ele ainda depende de você. Faça sua função, cuide da minha alma, meu espírito, bata, mande o sangue para todo meu corpo. Mas jamais se renda ao cérebro e suas ladainhas. Quanto aos sentimentos coração, analise-os bem, não vá se entregando assim. Antes só que mal acompanhado. Una-se  ao estômago, ele esta vazio, cansado de só digerir. Façam uma dupla. Mas não se entregue. Aliás não se entregue a ninguém. Preserve-...

Pecados

De todos os lugares que já conheci, mulheres que expulsei de mim, para formar-me uma só. Cá estou eu. Uma uma mulher tão singular, tão ácida de seus pecados, que padre nenhum irá escutar. Pecados? Luxuria? Bobagem! Quem me garante que o padre é um cara do bem que pode perdoar-me pelos pecados cometidos? Quem nesta  sociedade  pode julgar-me com tanta justiça? Os maiores pecados que fiz, foi conta mim mesma. Cadê meu advogado? Ou o promotor para garantir meus sentimentos? Não existem. Não há ninguém. A casa está vazia. Os cachorros latem. O vizinho coloca sua cadeira de praia para analisar a minha vida e de quer que passe pela rua. Talvez ele seja feliz, não olhe sua mesquinharia e infelicidade. Julgue a minha caro vizinho! Não ligo, lhe  faz tanto bem. Una-se com seu lado narciso e toque pedra no meu telhado. Não sinto. Não consigo erguer uma palavra contra ninguém. Meu silêncio e meu quarto com as janelas fechadas são meus aliados, meu forte...

Trecho do livro: Lágrimas de Sangue de Tássia Vitória

"Ela subiu pelos montes verdes que cobriam o resto de mundo ainda desconhecido pelos seus olhos. Olhou para o céu e pediu coragem. Estufou o peito e seguiu em direção Norte, para um fim desconhecido. Cansada de ficar no Sul, onde o clima e as pessoas parecem estar sempre na mesma estação, com tons cinzas nas roupas e poeira nos sapatos, ela segue. Anda pelas árvores, teme os animais, mas os cativa . Liberta de um padrão sistemático de andar, comer, trabalhar e dormir, aliás liberta por si mesma. Sem direito a bens, abraços familiares, beijos de despedida, se desprende. Analisa em uma síntese particular; de onde a sociedade que vivi absorveu uma pequena parte do que sou? Sem respostas, com milhões de dúvidas, não respondidas, dadas como anuladas, sem uma objeção clara nos livros da biblioteca municipal, livrarias e sebos, busca novos livros, novos ares e cheiros. Antes da partida um bocado de dúvidas a cercara; o que faço aqui? Existem outras cores? Quem além de mim pensa em algo n...