Paixão devastadora
Minha mão e meu cérebro parecem amantes. Um é cúmplice do outro. E deixem meu coração no vácuo. Oh! Coração eu te sinto. Eu sei como dói as palavras que o cérebro manda para as mãos que escrevem... escrevem...escrevem. Não ligue coração, quando a dívida de tudo isso vier eles, tão amiguinhos, tão unidos irão pagar. Se congele, não vire uma vertigem de batimentos descompassados. Vire pedra, pedra sabão, pedra cascalho, uma pedra bem dura e escura. Não se una, nem se subestime para esse cérebro horrendo e mesquinho. Se ele morrer, bata. Mas saiba que ele ainda depende de você. Faça sua função, cuide da minha alma, meu espírito, bata, mande o sangue para todo meu corpo. Mas jamais se renda ao cérebro e suas ladainhas. Quanto aos sentimentos coração, analise-os bem, não vá se entregando assim. Antes só que mal acompanhado. Una-se ao estômago, ele esta vazio, cansado de só digerir. Façam uma dupla. Mas não se entregue. Aliás não se entregue a ninguém. Preserve-...