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Mostrando postagens de novembro, 2012

Quilombo 1015 São Leopoldo - Levantamento Histórico e Cultural

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Quilombo 1015 Feitoria- Área Indígena Quilombo 1015 Feitoria- Área Indígena Por anos, fui abordada por pessoas Indígenas nas ruas, no carro, na porta da minha casa e nos grandes centros das cidades. Não questionava a mim mesma, essa abordagem. Muitas vezes me sentia incomodada, invadida pessoalmente e socialmente pela parada quase que obrigatória de pessoas vendendo ou pedindo. Foram muitas vezes. Quando eu era criança, Índio era um personagem social fictício. Nunca tinha visto, só tinha o conhecimento que escola me passava. Costumava a fazer colares de sementinhas, ou cocares de folhas de revista para comemorar o dia do Índio. Era uma data como qualquer outra, dia das mães, dia das crianças, uma data simbólica, particularmente, como todas as do calendário. Nunca me questionei nem fui questionada sobre a condição indígena. Terminei o Ensino Fundamental e me lembro de ter visitado somente uma vez um grupo Indígena com a Professora Maria Idalina, de Geografia e História...

Materialização

Sou humana, não materialize em mim aquilo que projetou. Por mais que percorra meu âmago, em busca de um equilíbrio, nunca saberei se é certa à atitude a tomar. Equilíbrio, palavra fácil mas de difícil exercício. Como posso ser boa com os outros e má para mim mesma? Como posso ser má com o meu próximo e tirar vantagem sobre isso? Vivo através do meu instinto, que além de único é feminino. Sigo minha razão, mas não abandono meu coração. Um dia moro aqui, amanhã em outra cidade, quantas vezes mudei meu cabelo? Quantas vezes revi minha opinião. Vivo em movimento, não posso parar. Não quero! Escrevo para os amantes do amor, faço artigos sociais, vivo entre vários mundos, amo, não amo, quero e não quero! Sou do mundo, mas cultivo e prezo meu lar. Uma estranha, talvez uma louca, mas feliz com minha personalidade e meu modo de ser. Tássia Vitória Machado

Passado é passado!

Na calada da noite quando deitares com tua amada e ela de leve angústia perguntar por mim. Não minta! Não diga que nosso amor foi uma bobagem, que nossos beijos foram de mentira. Não diga que nosso enlace na cama foi só acaso, nem que nossas juras não foram comprometidas. Não se permita cometer o erro de que eu nunca fui nada, se eu nada fosse tu não choraria no dia de minha partida. Não minta sobre nossos segredos, nem tente dizer que me seduziu por machismo. Não fale que não me amou, nem que não era apaixonado pelo meu jeito. Não demostre alegria em minha falta, mesmo que ela não seja sentida. Não finja que não tivemos bons momentos, que não nos amamos em diversos lugares. Não diga meus defeitos, não fale minhas qualidades, não diga que sempre me achou melhor que ela, por isso nunca me esqueceu. Não fale nada, só fique quieto, ou diga que "passado é passado". Mas não cometa a injúria de mentir sobre tudo o que tivemos, tudo o que vivemos, tudo o ...

Praia

Sentei na beira do mar, pedi saudação as Deusas das águas, me enchi de emoção. Só faltou um papel e uma caneta, para validar o que eu senti. Um medo, uma euforia, nem sei mais. Minhas críticas quando surgem no pensamento, tem hora marcada para ser colocada no papel. Depois viram meados em tantos pensamentos, e ainda não encontrei um dispositivo em minha cabeça para armazenar tamanho dados. Só lembro da sensação maravilhosa, as crônicas, os poemas, as críticas já não penso mais. O que um dia de primavera na beira da praia não faz com o escritor? Pensamentos e mais pensamentos. Fantasias e alucinações. Minha mente vai longe, longe dos meus diários e anotações. Mas não da minha alma e de minha plena vontade em escrever! Tássia Vitória Machado