Ironia
das flores mortas,
da minha escrita não formulada,
dos meus pensamentos ocultos,
das minhas frases sem concordância,
ali estava você,
sempre esteve,
mesmo com o olhar distante,
sem tocar meu corpo diariamente,
sempre esteve ali.
Que ironia a minha,
não te ver,
procurar ser feliz a não ser
na nossa pluralidade.
Que ato maldito o meu,
em te venerar pelos defeitos,
não distinguir o amor do acaso,
uma noite por nossa vida.
Não sei por quanto tempo ainda,
estará ali,
me olhando,
me observando,
me protegendo.
Mas certamente sempre haverá um lugar,
somente teu,
em que te encontro,
quando fico sozinha.
Meu coração!
Tássia Vitória Machado
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