Carta de adeus
Como uma rajada! Após ao meio dia de um domingo ensolarado,
ela chaga aos meus ouvidos e diz:
- Pedi o divórcio! Acabou nosso relacionamento!
Entre familiares e talheres me perdi,
queria saber o motivo e ela sem muito o que falar disse:
- Leia esta carta irá entender!
Peguei o papel e fui para o banheiro, sentei no chão e comecei a ler:
Querido Esposo.
Venho através desta falar-te de algo que venho chamando-te para falar e sempre me evita.
Como minha fala não é escutada assim como minha presença não é percebida, deixo esta carta sob sua escrivaninha, local onde sempre te
encontro, acessando a internet. Possa ser que leia.
Pois então, irei partir, nosso casamento esta acabado.
Entendo que trabalha demais para garantir-me uma boa qualidade de vida,
acessa os mundos virtuais para que as pessoas achem-te quando necessário.
Passa finais de semana em viagens e cargas trabalhistas.
E te admiro muito por isso. Não é ironia, nem uma blasfêmia,
é admiração por amar o que faz interruptamente.
Mas acho tão injusto tua maneira e destreza de levar a vida,
não te vejo com amigos, só papeis e sua bolsa de trabalho.
Somos tão jovens, adquirimos tanta coisa, carro, casa e sítio.
Mas não cuidamos!
Quantos jovens como nós tem bens materiais tão cedo?
Raros!
E querido, essa é a questão erramos, exatamente ai.
Adquirimos, compramos, nos afogávamos em uma luxúria desnecessária,
então nos perdemos.
Deixamos de nos amar, raramente nos beijamos,
nossos encontros parecem reuniões de trabalho.
Nunca mais te vi vibrar de alegria com nossas pequenas coisas.
Então meu caro, vou seguir meu caminho, não posso pedir que mude,assim como não irei mudar.
Alimentar uma relação por ostentação não condiz com meus valores.
Escutar palavras duras de seus familiares, ser ferida para te proteger,
é algo incomum com minha personalidade.
Que amor é esse? Onde deixamos que outros nos firam,
nos magoem, critiquem-te a ti através de mim?
Ora! Se não esta de acordo com o mundo rebele-se!
Lute por seus valores, mas defender-te não posso mais.
Pare de acumular objetos e pessoas, simplesmente viva!
Sinta o gosto da comida caseira, tome vinhos baratos,
ande de bicicleta, durma menos, trabalhe menos, viva mais.
Veja o sol nascer, vá a praia para nadar, não para comprar.
Ame alguém como se o amanhã não existisse,
talvez amanhã seja tarde demais, assim como foi para nós dois.
Não digo só adeus a tua companhia, a nossos costumes singulares,
ao teu corpo jogado no sofá sem gestos, vibrações e emoções.
Também as reuniões que tive que usar vestidos e jóias caras,
ostentando algo que não sou.
Aprendi, fui até meu limite para poder ver,
que devo ser feliz com o meu necessário,
meu suficiente, nada além de coisas simples que me façam
a mulher que um dia tu te apaixonou.
Te amei, mas jamais além de mim.
Seja feliz! E não esqueça de sonhar!
Este é o nosso fim.
Entreguei a carta a ela, notei que estava certa,
e admiro sua coragem em ceder jóias caras,
viagens com colegas de serviço,
por uma vida individual,
de suas próprias escolhas!
Tássia Vitória Machado
ela chaga aos meus ouvidos e diz:
- Pedi o divórcio! Acabou nosso relacionamento!
Entre familiares e talheres me perdi,
queria saber o motivo e ela sem muito o que falar disse:
- Leia esta carta irá entender!
Peguei o papel e fui para o banheiro, sentei no chão e comecei a ler:
Querido Esposo.
Venho através desta falar-te de algo que venho chamando-te para falar e sempre me evita.
Como minha fala não é escutada assim como minha presença não é percebida, deixo esta carta sob sua escrivaninha, local onde sempre te
encontro, acessando a internet. Possa ser que leia.
Pois então, irei partir, nosso casamento esta acabado.
Entendo que trabalha demais para garantir-me uma boa qualidade de vida,
acessa os mundos virtuais para que as pessoas achem-te quando necessário.
Passa finais de semana em viagens e cargas trabalhistas.
E te admiro muito por isso. Não é ironia, nem uma blasfêmia,
é admiração por amar o que faz interruptamente.
Mas acho tão injusto tua maneira e destreza de levar a vida,
não te vejo com amigos, só papeis e sua bolsa de trabalho.
Somos tão jovens, adquirimos tanta coisa, carro, casa e sítio.
Mas não cuidamos!
Quantos jovens como nós tem bens materiais tão cedo?
Raros!
E querido, essa é a questão erramos, exatamente ai.
Adquirimos, compramos, nos afogávamos em uma luxúria desnecessária,
então nos perdemos.
Deixamos de nos amar, raramente nos beijamos,
nossos encontros parecem reuniões de trabalho.
Nunca mais te vi vibrar de alegria com nossas pequenas coisas.
Então meu caro, vou seguir meu caminho, não posso pedir que mude,assim como não irei mudar.
Alimentar uma relação por ostentação não condiz com meus valores.
Escutar palavras duras de seus familiares, ser ferida para te proteger,
é algo incomum com minha personalidade.
Que amor é esse? Onde deixamos que outros nos firam,
nos magoem, critiquem-te a ti através de mim?
Ora! Se não esta de acordo com o mundo rebele-se!
Lute por seus valores, mas defender-te não posso mais.
Pare de acumular objetos e pessoas, simplesmente viva!
Sinta o gosto da comida caseira, tome vinhos baratos,
ande de bicicleta, durma menos, trabalhe menos, viva mais.
Veja o sol nascer, vá a praia para nadar, não para comprar.
Ame alguém como se o amanhã não existisse,
talvez amanhã seja tarde demais, assim como foi para nós dois.
Não digo só adeus a tua companhia, a nossos costumes singulares,
ao teu corpo jogado no sofá sem gestos, vibrações e emoções.
Também as reuniões que tive que usar vestidos e jóias caras,
ostentando algo que não sou.
Aprendi, fui até meu limite para poder ver,
que devo ser feliz com o meu necessário,
meu suficiente, nada além de coisas simples que me façam
a mulher que um dia tu te apaixonou.
Te amei, mas jamais além de mim.
Seja feliz! E não esqueça de sonhar!
Este é o nosso fim.
Entreguei a carta a ela, notei que estava certa,
e admiro sua coragem em ceder jóias caras,
viagens com colegas de serviço,
por uma vida individual,
de suas próprias escolhas!
Tássia Vitória Machado

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