Guerra

Mesmo que os ventos soprem contra meus cabelos,
que a ventania tente levar meu corpo.
Não me movo, tenho os pés cravados no chão,
sentimentos guardados e desejos infinitos.

Dias nublosos são necessários,
para que raiem os dias de sol.
Para que entre a chuva e o sol,
nasça o arco-íris.

Guerreiras não fogem da luta,
guerreiras não se deixam convalescer.
Guerreiras levam marcas,
no corpo,
no peito,
na alma.
Mas jamais perdem uma guerra,
no seu infinito particular.

Razão para estar na tempestade?
São basicamente sentimentos.
O país não esta em guerra,
nem minhas idéias e valores.
Mas luto, pelo meu amor,
pelo meu lar interno,
isso já basta para estar em guerra.
Quando o inimigo ameaça invadir
meus campos desconhecidos.

No meio da tempestade,
não perco tempo em secar minhas lágrimas,
elas não são externas,
são internas.
O próprio vento que tenta levantar meu corpo,
me fortifica, me faz querer lutar.
E nasce em mim a cada sopro; uma nova mulher;
uma nova guerreira.

Tássia Vitória Machado

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