Crônica Sr. Confusão
pois só sabe fazer reboliço com seus sentimentos.
Desta vez eu assisti de camarote,
ele malabarista iniciante querendo se desprender do amor.
Se separou,
enganou um bocado de mulheres,
fez gente sofrer,
se fez de feliz,
dizia o que não pensava,
jurava amor eterno,
era o maior mentiroso da paróquia.
Mas seu pior defeito era acreditar
que suas próprias mentiras
fossem verdade.
O Sr. Confusão brincou com muita gente,
disse eu te amo para gente carente,
dançou com mulheres casadas,
se meteu no relacionamento de outros.
Ele não tinha um padrão de desastre,
só tinha o dom de destruição,
e a destreza de mentir.
Oh! Sinto pena do Sr. Confusão,
ele não sabe o que fez,
nem o que faz.
Até me pediu ajuda mas ele era tão confuso
que eu desisti.
Ai ele fugiu,
quando as mulheres que ele enganou se reuniram
e tentaram atear fogo no seu coração de rocha.
Diz que foi um quebra-pau,
mas eu não pude ver.
Bem que gostaria.
Oh! Sr. Confusão te falei com mulher nervosa não se brinca.
Mas ele nem ligava,
continuava a confundir o real do imaginário.
Meteu os pés pelas mãos,
tentou se proteger nos entes queridos,
mas não deu!
A realidade o chamou.
E então o Sr. Confusão me ligou, em tom triste
dizendo que casaria de novo, constituiria família,
iria se formar, que melhoraria no emprego,
e tentaria ser gente de novo.
Ironicamente se abrigaria no colo daquela,
que fez ele ficar com a maior fama de boboca na vila.
E como cartomante no meu camarote, como se me importasse, aprovei,
concordei e positivei a atitude covarde em brincar de casinha.
Esse Sr. Confusão não te jeito mesmo,
homem de carne, osso e coração não faz isso.
Então coloquei ele na lista dos homens de papel que conheço,
antes era um só, agora são dois.
Isso que comecei a lista faz só um ano.
Oh! Sr. Confusão,
agora Sr. Confusão homem de papel,
me diz onde essa coisa de hombridade vai parar?
O mundo esta precisando de homens de verdade,
não desses que brincam de ser cavalheiro.
Te cuida Sr. Confusão Homem de papel,
o feitiço foi lançado, o destino está sendo marcado,
e eu que um dia já fui tua vidente te avisei.
Quem escolhe demais, fica borboleteando no mesmo caminho,
come mosca, acaba virando velho de 70 aos 30.
E quando se concretizar essa minha visão,
por favor não me procure para rever seus conceitos,
errar é humano, duas vezes é burrice, três então?
Nem me viu!
Tássia Vitória Machado

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