Ciúmes...
Foi brincando de ciúmes aqui.
De briguinhas ali,
Que uma hora a coisa ficou seria.
Teu ciúme nos separou,
Por causa das minhas briguinhas.
Fui eu querendo te enciumar,
Foi tu querendo me provocar,
que tudo perdeu a graça e a doçura.
Não pensava que essa ideia de ciúmes acabaria assim.
Eu brigando com uma pessoa,
Você querendo alimentar teu ego .
Acabou que tanto causar e fingir, o ciúme aconteceu,
Em seguida a briga.
Mas de forma errada,
Não como em nossos planos,
E eu que era contra essa coisa de passionalidade.
E tu que era contra essa coisa de tortura mental.
Que eu fui mais homem e você mais mulher.
Eu pagando nossas despesas,
Você confidenciando nossos segredos a suas amigas.
Eu saindo e bebendo a noite.
Você embalando o filho.
Eu te buscando em casa, abrindo a porta do carro,
Você se protegendo em meu peito.
Eu te dando rosas,
Você me dando indiretas.
Eu dizendo:
- Muda!
Você dizendo:
Eu te amo!
Eu fugindo da cozinha,
E você me surpreendendo com seus doces.
Eu querendo ser militar
E você dando uma de educadora.
Não adianta!
Eu ainda sou antiga,
Gosto de cada um em seu papel,
Eu sua mulher e você meu homem.
Foi tanto “eu sou o melhor”
Foi tanto “não seja assim”
Foi tanto teatro e tão pouco personagem.
Que agora é melhor cada um no seu caminho.
Você como homem,
Eu como mulher.
Em uma vida de verdade.
Tássia Vitória Machado

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